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sábado, 1 de maio de 2010

Perseverança e beleza nas curvas do Rally: Silmara

Quando o assunto é competição, para a advogada paulista Silmara Viotto Halla, de 31 anos, a meta é vencer sempre. É claro que ela não descarta a sensação única que participar de um evento como este proporciona. Mas, no fim das contas, fazer parte do Rally Mitsubishi Motorsports é, para ela, "uma forma de extravasar toda a tensão da semana".

É com esta mistura de várias sensações boas que ela encara uma competição deste tipo já pela quarta vez, tendo participado também da 1ª etapa e levando como navegador seu marido, Victor Halla, engenheiro de 29 anos.

Correndo juntos há cerca de quatro anos, ela acha que o esporte só lhe proporciona alegria — mesmo que, de vez em quando, role uma briguinha básica de casal quando se perdem na navegação. Nada que não seja comemorado ao final pelo resultado do esforço. Mas para Silmara, perseverança é o elemento de sua personalidade que mais conta na hora de encarar as estradas na prova de regularidade como pilota destemida: uma prova disto é a energia que ainda carrega mesmo após percorrer 700 km vinda de São Paulo.

Sem passar despercebida no Rally, Silmara não abre mão da vaidade na competição, personalizando a camiseta do evento de forma a privilegiar ainda mais sua beleza.

"110% 4x4": Otávio

O sol nem bem tinha nascido e o clima já estava quente na linha de largada da etapa Uberlândia. E em meio ao aquecimento dos motores e o aumento da ansiedade, conversamos com Otávio Enz, 52 anos, empresário de Apucarana, no Paraná.

Ser alguém “110% 4x4” é o que define o piloto da categoria Graduados, que já compete no MMS há três anos. Otávio, que correu na primeira etapa também, pontua que a concentração é fundamental, traço da sua personalidade que não abre mão de empregar no esporte. Com o filho como navegador, conta com o restante da família — esposa e filha — sempre que possível.

“A gente aguarda cada etapa com muita ansiedade. O rally é um reencontro com amigos a cada mês. Tenho conhecidos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro... é uma grande comunidade.” Comenta o paranaense. E como um bom empresário complementa: “Fazer amizade é muito fácil aqui. Conversamos, trocamos e-mails e até surgem contatos comerciais”.

Competindo em casa: Said

O consultor de vendas e piloto Said Rodrigues Vieira, talvez seja um dos maiores fãs da Mitsubishi. Durante toda a entrevista, não poupou elogios à marca e ao evento, feliz em poder competir e dividir sua paixão 4x4 com a família. Afinal, Said compete em casa. Natural de Uberlândia, é a segunda vez que o mineiro corre em sua própria cidade, a cada vez inserindo mais um dos seus familiares no esporte.

Com a máxima que "quem conhece o mundo 4x4 não sai mais dele", Said fez do seu mundo um palco para estar junto com os parentes e fazer novos amigos. Correndo pela categoria Turismo Light, acha que o evento é um momento para relaxar e aproveitar. Mas tanta despretensão não impedem o mineiro de ambicionar para muito em breve a conquista de um bom lugar no pódium.

sábado, 10 de abril de 2010

José - Entre os regulares, o mais regular


Mineiro de Belo Horizonte, o advogado José Marques Júnior pode parecer despretensioso quando fala que o resultado é conseqüência. Mas esse é o jeitão dele mesmo. Nos permitimos usar aquele clichê básico, pois nunca ele traduziu tão bem a personalidade de uma pessoa. Como todo bom mineiro, José come pelas beiradas.

Ele participa do MMS desde 2005. Como falamos de um rally de regularidade, diríamos que ele é um exemplo: desde 2006 não faltou a nenhuma etapa. Compete pela categoria Graduados juntamente com Cláudio, engenheiro paranaense e seu navegador há três anos. Com uma folga após o briefing, a dupla conversou conosco:


1. A maioria das pessoas reservaria o final de semana para descansar. Qual o principal motivo para investir o tempo e energia no rally?

José - Higiene mental, é um outro mundo. Uma procura de desafio. É determinação, sempre buscando aprimorar, melhorar e isso vale pra vida como um todo.

2. Qual a maior dificuldade que espera encontrar no percurso?


José - Como a gente está parado desde novembro, o desafio nem é a prova, é mais controlar a ansiedade. Tirando isso, parece uma prova que a gente já tem costume.

3. Muitos competidores têm manias e superstições. Você compartilha de alguma preparação especial, mania ou situação inusitada?

José - Bom, eu não tenho, não sei se tu tem... (perguntando ao Cláudio, que responde negativamente). Tenho um amigo que foi campeão na Turismo, agora já nem compete mais, corria com a imagem de Nossa Senhora no bolso...

No final o Claudio reforçou a idéia do clima familiar. Ele considerou que a competição se baseia muito em encontrar os amigos e mostrar as capacidades de andar e navegar melhor que o outros, isso tudo transformado em amizade.

Senhores e Senhoras, liguem seus motores

O dia estava lindo. O MMS 2010 começou em grande estilo o seu calendário de atividades. Dito isto, iniciamos a série de conversas que tivemos com algumas das personalidades que participaram desta primeira jornada.


Nada melhor que começar esta rodada falando com o diretor técnico do rally, Lourival Roldan.

Este cara tem no lombo um currículo de muito respeito. Navegador de longa data, já competiu no Dakar e Rally dos Sertões, e hoje tem uma impotância fundamental para o MMS: diretor técnico da prova.

Minutos antes da largada, ele nos deu um rápido depoimento, onde enumera as características da prova e pontua o clima familiar como uma das características mais importantes do evento para a marca patrocinadora.

"Quanto ao ambiente familiar, a nação 4x4 criada pela Mitsubishi representa isso mesmo: uma grande reunião de amigos. Novas pessoas rapidamente se integram, chamam mais amigos pra continuar participando da prova. Isso se tornou uma grande família, uma grande confraternização de proprietários da marca."

Mas as famílias que estudem e se preparem, pois cada vez mais, a competição se acirra, como ele mesmo nos conta:

"A maior característica é a precisão. Participam as melhores duplas de rally de regularidade e as médias são possíveis de serem alcançadas. Pela grande disputa encontrada, a precisão é o diferencial.
Qualquer erro do piloto ou navegador faz a diferença. Como os melhores navegadores competem, quem faz mesmo a diferença é o piloto. A forma como ele guia, freia, acelera, como abre ou fecha a curva. Piloto precisa andar como organizador, precisa ser muito técnico. Atualmente esta é mais uma prova de pilotagem que de navegação."

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